Publicado: Sexta, 18 Dezembro 2015 16:21
  Fonte: Portal MEC

 

Em apenas 20 dias, o Ministério da Educação (MEC) liberou a abertura de 529 novos polos de ensino a distância, segundo levantamento feito pelo Santander. Deste total, 202 unidades foram para a Kroton que entra o próximo ano com 910 polos de ensino a distância. Atualmente, 605 mil alunos da Kroton estudam por meio dessa modalidade de aprendizado.

Outras instituições que conseguiram um número expressivo de polos foram a Estácio, cuja quantidade de unidades para aulas on-line aumentou de 170 para 231, e a Unip que poderá abrir 154 polos no próximo ano letivo. A Ser Educacional obteve autorização para oferecer cursos de EAD por meio da UnG, instituição adquirida no ano passado.

 

A liberação de quase 530 polos em tão pouco tempo gerou alguns questionamentos do mercado, uma vez que o Ministério da Educação costuma levar anos para credenciar novos polos. As unidades aprovadas neste mês, por exemplo, foram solicitadas pelas instituições de ensino em 2012. O credenciamento desses polos ocorre num momento de aprovação do marco regulatório do ensino a distância, da redução drástica do Fies, programa de financiamento estudantil do governo que atende cursos presenciais, e da aprovação do Orçamento de 2016 que definirá como será feito o pagamento das parcelas do Fies em atraso.

O marco regulatório do ensino a distância é bastante aguardado pelo setor porque poderá dar autonomia para as instituições de ensino com boas notas de qualificação abrirem cursos e polos de ensino a distância sem necessidade de vistoria do MEC. “Se os critérios da nova regulamentação forem, de fato, baseados no Conceito Institucional [que vai de 1 a 5], acreditamos que a Ser Educacional e Estácio podem ser beneficiadas porque têm instituições com conceitos 4 e 5”, informa relatório do Santander, assinado pelos analistas Bruno Giardino e Leonardo Olmos.

Apesar do número de polos credenciados ter chamado atenção há ainda outros 2,3 mil pedidos em tramitação no MEC, segundo estimativas de João Vianney, consultor da Hoper. “O problema é que as regras protegem os grandes grupos e bloqueiam a competitividade dos novos que ficam limitados a pedidos de apenas 20 polos em cada solicitação de credenciamento ou ampliação. Tem um desvio absoluto nas regras que prejudicam a competição”, destaca Vianney. No último credenciamento, 354 polos ficaram com Kroton e Unip e 64 foram distribuídos entre Unigran, Unipar e Unijorge.

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