Publicado: Segunda, 27 Outubro 2014 09:04
  Autor: Prof. Paulo Cardim
  Fonte: Portal Belas Artes
  Link: http://www.belasartes.br/diretodareitoria/artigos/desafios-da-educacao-superior


A educação superior enfrenta desafios que podem gerar avanços ou retrocessos. Desafios que exigem mudanças radicais na maioria das instituições de educação superior (IES) brasileiras. Mudanças, com criatividade e inovação, nas metodologias de aprendizagem, nos projetos pedagógicos dos cursos, no planejamento, na gestão e na operacionalização das IES.

 

As diretrizes curriculares nacionais são mais flexíveis que os currículos mínimos, mas muitas IES ainda se queixam da restrita faixa de manobra para inovar, criar coisas novas nos cursos de graduação. Entendo, todavia, que essa pouca margem permite a introdução de disciplinas ou conteúdos que podem ser adaptados às mudanças vertiginosas em todos os campos do conhecimento ou nas profissões. Basta querer e fazer. Não adianta ficar só nas queixas e nos planos. Analisar o problema, apresentar a solução e fazer acontecer.

SE VOCÊ NÃO TRAZ UMA SOLUÇÃO, VOCÊ TAMBÉM FAZ PARTE DO PROBLEMA.

O planejamento institucional necessita da análise de múltiplas estratégias, internas e externas, ao lado de avaliação meticulosa e responsável dos cenários e perspectivas do setor. Os marcos regulatórios freneticamente editados pelo governo limitam, é verdade, em muitos casos, as inovações, mas podem ser interpretados positivamente, a favor das instituições, a partir de parâmetros para todos. A insegurança jurídica é um dos desafios a serem enfrentados e superados, com negociação e habilidade, de ambas as partes – livre iniciativa e governo.

A avaliação interna ou autoavaliação é, talvez, um dos desafios mais instigantes, por depender tão somente de cada IES. As normas estão postas e não foram alteradas desde a edição da Lei nº 10.861, de 2004, que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes. Trata-se de exigência legal que tem sido cumprida, burocraticamente, pela maioria das instituições, mas que deve ser usada como instrumento de planejamento e gestão, ao tempo em que atende às normas de avaliação institucional externa do Ministério da Educação, como posto nos formulários para as avaliações in loco.

Talvez o desafio mais sedutor e, ao mesmo tempo, delicado seja nas metodologias de aprendizagem e no uso das tecnologias da informação e da comunicação como instrumentos de apoio, no ensino presencial e a distância. A modalidade EAD enfrenta problemas mais desafiadores, ante uma banda larga da internet ainda limitada aos grandes centros, sem alcançar adequadamente a periferia e sem oferecer a velocidade e qualidade requeridas para as atividades de ensino regular.

Posto esses desafios, que diversas IES já superaram ou estão superando mediante planejamento sério e consequente, resta-nos “por mãos à obra”, realizando no interior de nossas instituições, ricas em capital humano, o que for necessário para, a curto prazo, superarmos esses e outros desafios, inerentes à livre iniciativa na área da educação superior.

“SOMOS O QUE FAZEMOS, MAS SOMOS PRINCIPALMENTE O QUE FAZEMOS PARA MUDAR O QUE SOMOS”.

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